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EVENTO (hoje 20h) EM SOLIDARIEDADE AO GOVERNO CUBANO E AOS CINCO PRESOS NOS USA

A transmissão será realizada pelo Justin TV com link para o site www.ulb.org.br no dia 10 de dezembro as 20 hs.

Será montada uma mesa redonda na sede do PDT tendo como coordenador o jornalista JC Leite Filho.

A interação do evento será entre os participantes da mesa (representantes da embaixada cubana em Brasília) e interação via Skype dos participantes de Cuba e USA. 

A interação será via skype entre os participantes internacionais (vídeo e voz) e utilizaremos uma ilha de corte para capturarmos a imagem da interação.

Todo o vídeo será transmitido para o Justin TV

A interação com participantes será via chat, no site da ULB.

Uma pessoa será responsável por selecionar as perguntas

A duração do evento será de 1 hora de transmissão

Devemos fechar o cronograma do evento e a lista de participantes

Estrutura necessária para o evento:
  • Internet 5 gb real de transmissão de vídeo (link dedicado);
  • Equipamentos para gravação e transmissão (ver estrutura com a produtora que forneceu os equipamentos);
  • Linha telefônica na sala de reunião.
Fonte: NESCUBA via e-mail

Imprensa de Miami: instrumento para condenar os Cinco


Ricardo Alarcón de Quesada
O governo dos Estados Unidos incorreu em flagrante violação da Constituição e das leis para assegurar as injustas condenações aos Cinco patriotas cubanos que logo completarão 14 anos de punição arbitrária e ilegal. Não foi um fato isolado senão um empenho sistemático que abrangeu todo o processo contra os Cinco e no qual o governo investiu milhões do dinheiro público. Sobre sua duração, as pessoas envolvidas, o volume dos recursos utilizados e outros aspectos importantes desta operação existe uma informação muito parcial.

Seja como for, essa conduta obrigaria as autoridades — tanto os tribunais quanto o Executivo — a dispor a imediata libertação de nossos companheiros, e Washington também conspirou para ocultar o que fez, cometendo um delito adicional, o encobrimento.

Tal é a essência do affidavit (Declaração Jurada) que Martin Garbus, advogado de Gerardo Hernández Nordelo, acaba de apresentar a Joan Lenard, juíza do Distrito Sul da Flórida. Este é um texto que respalda sua solicitação anterior na qual demandou a anulação da condenação de Gerardo ou, como alternativa, que a juíza ordene descobrir todas as provas que o governo esconde e lhe conceda uma audiência oral.

Embora haja muitas outras violações referidas no processo de apelação — agora em sua última, extraordinária, etapa — este documento se concentra na conjura do governo com a mídia local de Miami, para sancionar de antemão os acusados e impedir um julgamento justo.

O objetivo desta conspiração foi utilizar essa mídia para desatar uma campanha de propaganda de ódio e hostilidade sem precedentes. Para isso, utilizaram um numeroso grupo de "jornalistas" — em verdade agentes encobertos do governo — que publicaram artigos e comentários repetidos, dia e noite, até conseguir a desinformação. Entre 27 de novembro de 2000 — dia em que começou o julgamento — e 8 de junho de 2001 — quando foram declarados culpados — apenas no The Miami Herald e no El Nuevo Herald apareceram 1.111 artigos, uma média de mais de 5 por dia. Algo semelhante ocorreu com o Diario de Las Américas, saturando completamente a imprensa escrita.

Os "jornalistas" eram pagos pela Rádio e a TV Martí ou seja, do orçamento federal norte-americano. Tais indivíduos faziam trabalhos adicionais nesses dois meios anticubanos e os publicavam na área de Miami onde tinham e ainda hoje têm difusão direta, por si mesmos, sendo reproduzidos, além disso, através da mídia local (esta é mais uma violação da lei norte-americana que proíbe a propaganda oficial dentro do território estadunidense).

Não se trata somente da Rádio e da TV Martí e dos jornais impressos. Os chamados "jornalistas" atuaram também em emissoras locais de rádio e televisão, em espanhol e em inglês, e usaram outras publicações, algumas gratuitas, que lá circulam.

Era impossível escapar a essa incessante propaganda em nenhum recanto do sul da Flórida.
Mas a ação delituosa dos "jornalistas" — e do governo que lhes pagava — foi além da propaganda. Durante o julgamento, a defesa denunciou várias vezes que buscavam influenciar nos membros do júri, divulgando, inclusive, materiais que a própria juíza tinha proibido apresentar, os quais, obviamente, somente pôde entregar-lhes a Procuradoria.

Se não bastasse, os "jornalistas" também se dedicaram a fustigar os testemunhas e os júris. Estes últimos se queixaram com a juíza, alegando que sentiam temor, que eram perseguidos com câmeras e microfones, algo reconhecido, várias vezes, pela senhora Lenard, que pediu ao governo, evidentemente sem sucesso, que a ajudasse a evitar situações que maculavam a imagem do sistema judiciário norte-americano. (Por exemplo, Transcrição Oficial do julgamento, páginas 22, 23, 111, 112, 625, 14644-14646).

Em agosto de 2005, os três juízes da Corte de Apelações decidiram unanimemente declarar nulo o julgamento de Miami, porque tinha sido realizado sob o que eles descreveram como "uma tormenta perfeita de preconceitos e hostilidade" criada, precisamente, pela mídia local. Quando ditaram o histórico veredicto, os três juízes não sabiam, eles não podiam sabê-lo, nem ninguém, que o responsável por essa "tormenta perfeita" era a Procuradoria, que prevaricou abertamente descumprindo sua obrigação constitucional de preservar a legalidade e garantir um julgamento justo.

A primeira notícia da conspiração do governo com seus "jornalistas" pagos surgiu um ano depois, em setembro de 2006. desde então, o governo resistiu os esforços de organizações da sociedade civil norte-americana para que mostre o alcance desses pagamentos e seus contratos conforme a Lei de Liberdade de Informação (FOIA). A Procuradoria também se opôs à demanda incluída nas apelações extraordinárias de nossos compatriotas e ameaçou de recorrer aos "privilégios executivos" e a razões de segurança nacional para perpetuar o ocultamento.

O caso dos Cinco tem uma rara relação com a imprensa e a profissão jornalística. Em Miami, a mídia foi um instrumento decisivo para condená-los. Fora de Miami, são punidos com o silêncio.
A irrefutável denúncia de Martin Garbus é um desafio aos profissionais do jornalismo. Será oculta outra vez tornando-se assim cúmplices daqueles que macularam seu nobre ofício? Ou tentarão salvar a honra de sua profissão, exigindo que os farsantes sejam desmascarados e que a verdade e a justiça prevaleçam? (Extraído do site antiterroristas.cu) 

Fonte: Granma Online

Liberdade para os cinco

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PRECEPTOS DE LA RED DE UNIVERSIDADES EN SOLIDARIDAD CON LOS CINCO
 
1.- La liberación de los CINCO no se va a lograr solo por los mecanismos legales del sistema judicial de los EUA. Este es un proceso político que requiere de la solidaridad mundial y fundamentalmente la del pueblo de los EUA.
2.- Para lograr esta solidaridad mundial es necesario que se conozca la verdad de este caso y las características personales de estos CINCO HOMBRES y sus familiares.
3.- Las Universidades poseen un potencial inestimable para desarrollar esta divulgación debido a las características progresistas y revolucionarias de este sector
4.- Es importante el ejemplo de estos CINCO Héroes, como parte de nuestro pueblo, en la formación de valores de nuestros estudiantes y trabajadores y la necesidad de hacer de su historia el modo de actuación de las futuras generaciones.
5.- La necesidad de destacar el lado humano del caso, la injusticia que se comete contra ellos y sus familias cuyos miembros son hombres y mujeres del pueblo.
6.- Y por último la necesidad de hacerles llegar a sus prisiones todo lo que realiza su pueblo en la lucha por su liberación. Que ellos sepan que están presentes en cada minuto de la vida de los cubanos y de muchas personas honestas del mundo.

“Cada día que los CINCO pasen en prisión es una nueva afrenta a todas las personas honestas que luchan por un mundo mejor”

La Solidaridad del mundo nos asegura que los CINCO Héroes

VOLVERÁN 


Via NESCUBA

Encontro solidário pela libertação dos cinco heróis cubanos presos injustamente nos Estados Unidos


Encontro solidário pela libertação dos cinco heróis cubanos presos injustamente nos Estados Unidos.

Data: 13 de setembro de 2012 (quinta feira)
Horário: 18:00
Local :Auditório do CEAM – Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares - Edif
ício Multiuso I – Bloco A – Campus Darcy Ribeiro (em frente ao BRB)

“O pior que pode acontecer a alguém no interior do sistema de justiça norteamericano é estar só. A solidariedade é necessária para indicar que o mundo está vigiando e que a lei deve ser cumprida”.
Leonard Weinglas

Organização:
NESCUBA  - CEAM - UnB
Comitê pela libertação dos cinco heróis cubanos
Comitê de defensa da Revolução - Internacionalista.

Via NESCUBA

Cuba acolhe foro internacional de solidariedade aos Cinco

Holguín, Cuba, 16 nov (Prensa Latina) Mais de 300 delegados de 45 países protagonizam a partir de hoje nesta cidade o VII Colóquio Internacional pela Liberdade dos Cinco antiterroristas cubanos condenados a longas penas nos Estados Unidos.

  O foro, previsto até o domingo, inclui várias atividades em solidariedade com Gerardo Hernández, Ramón Labañino, René González, Antonio Guerrero e Fernando González, sentenciados depois de infiltrarem-se em grupos violentos que de Miami operam com impunidade contra a ilha.

Segundo os organizadores, sobressai a convocação a intensificar o uso das redes sociais para exigir de Washington a liberdade incondicional e plena dos Cinco, como se conhecem no mundo os antiterroristas.

Também está prevista uma marcha de umas 15 mil mulheres por municípios holguineros, na qual se espera a participação da pacifista estadunidense Cindy Sheehan.

Há 13 anos de prisão cresce internacionalmente a mobilização para exigir do presidente estadunidense, Barack Obama, a liberdade incondicional e plena de Gerardo, Ramón, René, Antonio e Fernando.

Manifestações, recolhimento de assinaturas, cartas enviadas a Obama, cartazes em centrais cidades e mensagens nas redes sociais fazem parte dos métodos empregados para respaldar a causa dos antiterroristas condenados em um processo cheio de irregularidades.

Fonte: Prensa Latina

Carta da FMC a Michelle Obama e Hillary Clinton

Senhora Michelle Obama
Primeira Dama dos Estados Unidos da América

Senhora Hillary Clinton
Secretária de Estado dos Estados Unidos da América

Senhoras,

As remetentes desta carta, em nome de mais de quatro milhões de cubanas, integrantes da nossa organização, apelamos a vocês em sua condição de esposa do Presidente e de Secretária de Estado dos Estados Unidos para que intercedam pela  libertação dos cinco cubanos presos em seu país, que apesar de sua inocência comprovada ainda estão cumprindo sanções injustas.

Gerardo Hernández Nordelo, Ramon Labañino Salazar, Antonio Guerrero Rodríguez, Fernando González Lort e René González Sehwerert , foram condenados paradoxalmente por lutar contra o terrorismo. Já estão confinados há treze anos nas prisões estadunidenses longe de seus entes queridos, porque eles têm ignorado os sólidos argumentos feitos pelos advogados de defesa,  frente as evidentes e múltiplas violações legais cometidas durante todo o processo como resultado da manipulação política que vêm sendo objeto.

No caso de René Gonzalez, que acaba de ser liberado, se castigou novamente ao impedirem que regresse a Cuba, obrigando-o a permanecer em Estados Unidos por mais 3 anos em "liberdade vigiada", com perigo real à sua vida.

Em todos esses anos, centenas de milhares de pessoas de boa vontade no mundo somam a exigência internacional pela a liberação e regresso ao seu país dos nossos cinco irmãos entre eles dez ganhadores do Prêmio Nobel, personalidades políticas, intelectuais de renome, parlamentares, religiosos, artistas, advogados e organizações.

Em maio de 2005, o Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenção Arbitrária divulgou um relatório, no qual determinou que a privação de liberdade dos Cinco é arbitrária e instou o governo dos EUA a tomar as medidas necessárias para retificar tal injustiça.

Nós acreditamos na verdade e na justiça, por isso seguimos empenhadas em alcançar o regresso à sua pátria e a suas casas destes Cinco cubanos que decidiram dedicar suas vidas a  proteger, por meios pacíficos, a segurança de milhões de seus compatriotas.

Sabemos que nas mãos do presidente Barack Obama esta a possibilidade de dar-lhes a liberdade e por um fim a esta prolongada e dolorosa separação que não permite que homens como René, Ramón e Antonio desfrutarem da companhia dos entes queridos e impede que Gerardo Adriana e Fernando e Rosa Aurora, cumpram um dos mais belos gestos de amor: a procriação. Pelo curso inexorável da vida é cada vez mais reduzido o tempo de compartilhar alegrias, tristezas e esperanças com suas famílias e principalmente  com suas mães idosas.

Vocês também são mães, irmãs, esposas e podem avaliar as terríveis conseqüências dessa injustiça.

Respeitosamente, em nome da representação das 4.229.779 que integram a Federação das Mulheres Cubanas:
Yolanda Ferrer Gómez       
Secretaria General
Federación de Mujeres Cubanas

Alicia Alonso
Prima Ballerina Assoluta
Premio Nacional de Danza 
Directora Ballet Nacional de Cuba
Graziella Pogolotti
Premio Nacional de Literatura,
Presidenta de la Fundación Alejo Carpentier
Asesora de la Presidencia de la UNEAC
Fina García Marruz
Premio Nacional de Literatura
Premio Reina Sofía 
Premio Federico García Lorca

Concepción Campa Huergo   
Directora General Instituto “Finlay”
Ofelia Ortega Suárez
Presidenta Consejo Mundial de Iglesias
Omara Portuondo Peláez
Premio Nacional de Música
Premio Grammy 
       
Rosita Fornés   
Premio Nacional de Teatro y Televisión
Lidia Margarita Tablada Romero
Directora Centro Nacional de    
Sanidad Agropecuaria
Sara González                           
Destacada Cantautora 
Lila Castellanos Serra    
Miembro del Comité Directivo de la Organización de Mujeres Científicas del Tercer Mundo
Digna Guerra   
Premio Nacional de Música
Directora del Coro Nacional de Cuba
Rosa Más Ferreiro  
Directora del Centro de Productos
Naturales
    
Nancy Morejón 
Premio Nacional de Literatura, Presidenta de la Asociación de Escritores de la UNEAC
MsC. Marlene Porto Verdecia    
Directora del Centro de Investigación
y Desarrollo de Medicamentos
Mirtha Ibarra
Destacada actriz de cine    
Teresa Rodríguez Cabrera
Directora de la Empresa de
Laboratorios AICA
  
Isabel Santos  
Destacada actriz de Cine y Televisión
Zaida del Río   
Destacada artista de la Plástica
Lizt Alfonso   
Directora y Coreógrafa del Ballet “Lizt Alfonso”
Daysi Granados
Premio Nacional de Cine   
Eslinda Núñez
Premio Nacional de Cine, Secretaria de la Presidencia de la UNEAC      
Cary Diez     
Vicepresidenta de la UNEAC
Destacada musicóloga
Georgia Aguirre   
Directora Orquesta de Mujeres “Anacaona”
Mariela Castro Espín  
Directora CENESEX
María Caridad Colón Ruénes
Atletismo - Oro Olímpico
Liuba María Hevia
Destacada Cantautora  
Mireya Luis Hernández  
Voleibol – Tricampeona Olímpica
Zenaida Castro Romeu
Directora de la Camerata Romeu
Driulis González Morales    
Judo – Oro Olímpico
 Ana Fidelia Quirot More        
Atletismo – Campeona Mundial
Mercedes Trinidad Pérez Hernández
Voleibol – Oro Mundial  
Sibelis Veranes Morell
Judo – Oro Olímpico
 
Miguelina Cobián Hechavarría 
Atletismo – Plata Olímpica
Norka Latamblet Daudinot     
Voleibol – Oro Olímpico

Yipsi Moreno González
Atletismo – Plata Olímpica

Dayma Mayelis Beltrán Guisado
Judo-Plata Olímpica
Mirtha Rodríguez Pérez   
Madre de Antonio Guerrero Rodríguez
Irma Sehwerert Milehan
Madre de René González Sehwerer
Magali Llort Ruíz
Madre de Fernando González Llort
Adriana Pérez Oconor
Esposa de Gerardo Hernández Nordelo
Elizabeth Palmeiro Casado
Esposa de Ramón Labañino Salazar
Rosa Aurora Freijanes Coca
Esposa  de Fernando González Llort
Olga Salanueva Arango
Esposa de René González Sehwerert
Maruchi Guerrero Rodríguez
Hermana de Antonio Guerrero Rodríguez

Isabel Hernández Nordelo
Hermana de Gerardo González Nordelo

Ailí Labañino
Hija de Ramón Labañino Salazar
Laura Labañino
Hija de Ramón Labañino Salazar
Lisbet Labañino
Hija de Ramón Labañino Salazar
Irma González Salanueva
Hija de René González Sehwerer
Ivette González Salanueva
Hija de René González Sehwerer

Tradução: Cuba Liberdade
Fonte: Cubaminrex

Debate sobre os Cinco e lançamento de livro no dia 20 em SP!

No próximo dia 20, às 19h, Fernando Morais apresenta a publicação em São Paulo, na Faculdade Paulista de Comunicação (Fapcom) do "Os últimos soldados da Guerra Fria", livro-reportagem que reconstitui a trajetória de agentes secretos de Cuba, que se infiltraram nos Estados Unidos para impedir ações terroristas contra a ilha. Na ocasião, o autor participa do debate “Os 5 cubanos ignorados pela mídia”, ao lado da presidente do Conselho Mundial da Paz (CMP), Socorro Gomes, e do cônsul de Cuba, Lázaro Mendes Cabrera. O evento é promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé.

Fonte: Solidários

Em vídeo, a Mensagem de René González ao povo de Cuba

 

Cubadebate oferece o vídeo com a Mensagem de René González ao povo de Cuba, que gravaram suas filhas após a saída da prisão do anti-terrorista cubano em Marianna, Flórida, após 13 anos de cárcere.

René está sujeito a liberdade condicional por três anos, imposta pela juíza Joan Lenard, da Corte Federal da Flórida, que o obriga a permanecer nos  EUA e impedindo portanto que ele viaje a Cuba junto a sua família.

Mensagem de René González gravada por suas filhas. (Transcrito do Conselho de Estado):


Estas palavras são para o meu povo, ao qual devo a desde o do dia em que sai da cadeia e não puderam ser enviadas pelas circunstâncias que envolvem a necessidade que tivemos de  ter uma viagem segura, antes que pudesse dirigi-las.


É difícil, realmente, dirigir-me a um povo que tanto amo e de um modo se sentir parte através de uma câmera, mas necessitava comunicar-me com vocês e dizer-lhes quanta gratidão temos por tudo que tem feito, explicar-lhes que nós temos sentido muita companhia pelas milhares de mensagens, as cartas das crianças, de todos os grupos de trabalho e estudo de Cuba que nos enviam  suas mensagens, o apoio que nunca nos falta e que nos tem alimentado todos estes anos de injustiça, que são muitos.

Para mim este momento de felicidade que compartilhamos é simplesmente um parêntese numa  história de abusos que ainda não fez um pingo de justiça. O fato de que agora estou fora da cadeia somente significa que se esgotou uma via de abusos que estava submetido; mas ainda temos quatro irmãos que temos que resgate e que necessitamos que estejam conosco, com suas famílias; que estejam entre vocês dando o melhor de si e não nos lugares em que estão, onde se levantam,  se despertam a cada manhã, vão para um “refeitório”  que não devem comer, andam entre gente que  não devem andar, e  realmente necessitam seguir esta luta para solta-los adiante.

Para mim isso é apenas uma trincheira, um lugar novo onde eu vou seguir a  luta para que faça justiça e os Cinco possam regressar para junto de vocês.

Eu quero enviar uma saudação especial às famílias dos outros quatro irmãos, que realmente têm me comovido através sua alegria. Realmente fica profundo quando um  fala ao telefone com uma pessoa que sabe que tem  o seu filho preso, a seu esposo preso e  que recebe a minha liberdade como se fosse a liberdade de um dos seus. A mim, realmente, isso me comove e me envolve, e temos de continuar fazendo esta luta, porque eles não merecem estar onde estão.

A todo meu povo, a todos que todos estes anos nos acompanham em todo o mundo que vem sendo milhares, através do qual temos podido pouco a pouco ir rompendo  este bloqueio informativo, ir rompendo o silêncio que as grandes corporações da imprensa têm feito sobre o caso, lhes dirijo, em nome dos Cinco, a minha mais profunda gratidão, o meu compromisso de seguir representando-os como eles merecem, que é basicamente o que estamos fazendo os Cinco, porque não somos somente Cinco, somos um povo completo que resiste a 50 anos, e graças a isso é que nós ainda estamos resistindo, porque nos inspiramos em vocês, porque sabemos que nos representam e nunca vão nos falhar e sempre estaremos a altura  que vocês merecem.


Um abraço para todos.

Queremos os Cinco de onde quer que estejamos.

Tradução: Cuba Liberdade
Fonte: Cubadebate

Pronto para continuar lutando até morrer

Afirmou René González, um dos Cinco lutadores antiterroristas cubanos, ao sair da prisão no passado 7 de outubro, após passar a noite confinado no buraco
Leandro Maceo Leyva
"PRONTO para continuar lutando até morrer", foram as primeiras palavras que expressou René González depois de abraçar e beijar as filhas, Ivette e Irmita, que filmaram o emotivo encontro, na saída da penitenciária de Marianna, na Flórida, na madrugada da passada sexta-feira 7 de outubro, em que também estiveram Cándido e Roberto, pai e irmão do herói.


Com a filha mais velha, Irmita.
Com a filha mais velha, Irmita.

René fala por telefone com a esposa Olga, que não teve licença dos EUA para viajar de Havana e estar junto a ele.
René fala por telefone com a esposa Olga,
 que não teve licença dos EUA para viajar
de Havana e estar junto a ele.

Com o pai, Cándido, e a caçula Ivette.
Com o pai, Cándido, e a caçula Ivette.
O programa Mesa Redonda, da Televisão Cubana, transmitiu o vídeo, que foi reproduzido também no site Cubadebate.

"Meu amor, meu tesouro. Como vai você? (...) dizem elas que estou muito bonito. Aqui está sua primogênita filmando-me. Estão muito lindas as duas", contou pelo telefone a sua esposa, Olga Salanueva — que não obteve licença dos Estados Unidos para viajar e estar ao lado de René.

Acrescentou que na véspera da saída do cárcere fui confinado ao "buraco" (a cela de punição) pelas autoridades carcerárias: "Passei no buraco o resto da noite, dormi bem e acordaram-me. Pulei como uma mola. Tudo muito rápido; desde que abriram o buraco até que saí: dez minutos", disse.

Poder ver-se a René cantando El Mayor, a cançaõ de Silvio Rodríguez, enquanto vai com suas filhas, seu pai e seu irmão no carro que o leva ao lugar onde residirá na Flórida, para cumprir a nova punição imposta pela juíza Joan Lenard.

Em 11 de outubro, o herói cubano apresentou-se, junto a seu advogado Philip Horowitz, perante o oficial de provatória da Corte Federal da Flórida, dando início assim, formalmente, a seu regime de liberdade supervisionada. 

Fonte: Granma 

Continuar a luta pelos seus quatro companheiros é prioridade para anti-terrorista cubano.

Irma Sehwerert, mãe do anti-terrorista cubano René González, afirmou em Havana que continuar luchando pelos quatro companheiros que permanecem presos é uma prioridade para seu filho.

Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e Fernando González cumprem condenações que chegam a dupla prisão perpétua mais 15 anos de prisão por informar sobre planos criminosos de grupos anti-cubanos estabelecidos no estado norte-americano da Flórida.

René González saiu da prisão nesta sexta, logo após a conclusão de sua pena, mas deverá cumprir três anos de liberdade supervisionada naquele país, em função de uma sentença emitida no último 16 de setembro pela juíza Joan Lenard, quem frustrou sua intenção de retornar a Cuba.


“Vejo esse dia como parte do processo. Nunca pensamos que René regressaria sozinho”, comentou Sehwerert. “Esperamos que logo a alegria seja completada, porque até que não estejam aqui os Cinco – como são conhecidos internacionalmente – não seremos felizes”.

Em conversa com a imprensa, a esposa de González, Olga Salanueva, afirmou que René está feliz por encontrar-se com parte de seus familiares, mas que esse sentimento não é completo: “ele disse que está respirando ares de liberdade depois de 13 anos, mas necessita os ares de liberdade de Cuba”.

“O perigo para a vida de René existe, é latente em qualquer lugar do território estadunidense em que se encontre”, advertiu Salanueva.

“De fato, por problemas de segurança, não podemos dizer onde está, porque sabemos quantas ações perpetraram nesse país – disse – se não houvessem terroristas ali, cinco homens não haveriam tido que deixar sua pátria para monitorar essas ações”.

Reiterou que nenhum dos Cinco (como são conhecidos internacionalmente nas lutas por sua libertação) se arrependem do que fizeram, porque se trata de uma causa sumamente nobre.
 
Fonte: Solidários

Pagamento a jornalistas de Miami!

UM ASSUNTO ESCONDIDO PELO GOVERNO NORTEAMERICANO NO PROCESSO JUDICIAL DOS CINCO

Em 3 de março de 2011, pouco antes de morrer, o importante advogado Leonard Weinglass encaminhou à Corte do Distrito Sul da Flórida um memorando que apoiava a moção para anular, pôr de parte ou corrigir o veredicto e a sentença de Antonio Guerrero.

Eis trechos do memorando:

A imprensa de Miami durante o julgamento dos Cinco cubanos antiterroristas.

..."A teoria do sistema de justiça (estadunidense)" consiste em que a pena criminosa "será induzida apenas pela evidência e pelos argumentos na Corte, e não por alguma influência externa".

"A noção mesma de um julgamento justo assume que as sentenças vão se basear apenas em seus procedimentos; a proteção dada a um indiciado no julgamento não faz sentido se ele tem também que enfrentar o governo, fora da sala do tribunal, sem essa proteção."

... (Este memorando) "alegou uma violação distintiva, fundamental das premissas de um julgamento justo, onde:


O governo pagou de maneira secreta a jornalistas com muita influência na Corte onde se realizou o julgamento — de fato, a escolha dos jornalistas foi feita com base em sua provada efetividade para comunicar a mensagem desejada — para transmitir, com difarce de jornalismo objetivo, uma mensagem apoiando os argumentos do governo no julgamento;

Os meios de comunicação financiados pelo governo inculparam os acusados, com vista, entre outras questões, a vincular os réus a um sem-número de conspirações cubanas — fictícias ou não — e ressaltando e/ou deturpando as pretensa evidência contra os acusados;

O governo financiou a publicação dos meios de comunicação de evidência prejudicial que a Corte do Distrito considerou como inadmissível e se referiu a temas relacionados com a seleção do júri, incluindo a omissão estratégica das causas de recusa a alguns jurados;
 
A campanha de propaganda do governo foi tanto prejudicial quanto incendiária;

A má conduta do governo eivou a estrutura fundamental do julgamento do indiciador e as condenações do indiciador, por conseguinte, devem ser anuladas; e
 
A má conduta do governo criou a probabilidade inconstitucional de que o indiciado se visse privado de um julgamento justo."

... Inclusive, a evidência que foi excluída do julgamento chegou à comunidade através da mídia. Por exemplo, num artigo publicado durante o julgamento e intitulado "Espiões cubanos", uma agência de notícias transmitiu um vídeo dos Irmãos para o Resgate que os acusados conseguiram excluir do julgamento de maneira bem-sucedida no dia anterior. Videotape: Notícias 23 (WLTV-23 Local News, 31 deJaneiro; . 1º de Fevereiro, 2001).

... "O Escritório de Transmissões Cuba é responsável pelas operações da Rádio e Tevê Martí, que transmitem programação anti-Castro para Cuba e parte dos Estados Unidos, incluindo o Sul da Flórida. Durante o julgamento dos Cinco, o governo estadunidense entregou US$37 milhões a cada ano à Rádio e Tevê Martí, à frente de inúmeros esforços anti-Castro."

... "Apesar dos firmes esforços por parte dos acusados, ainda se ignora muito da abrangência do programa do governo para a mídia. Contudo, a informação que até hoje foi divulgada demonstra que os acusados enfrentaram um processo arranjado pelo governo."

Eis alguns exemplos:

· Ariel Remos do Diario las Américas recebeu ao redor de US$25 mil do governo dos EUA.

. Wilfredo Cancio Isla, repórter do The Miami Herald para o El Nuevo Herald, recebeu aproximadamente US$22 mil para promover a mensagem do governo. Além disso, revelou publicamente informação acerca do julgamento, da qual o júri não tinha conhecimento.

. Helen Ferre, editora da página de opinião do Diario de las Américas, recebeu pelo menos US$5,8 mil do governo dos Estados Unidos.

· Enrique Encinosa, un popular apresentador da Rádio Mambí — foi o orador princial no ato pelo 35º aniversário da organização terrorista Alpha 66, com o qual foi inaugurado um novo acampamento militar para treinamento em 1996 — recebeu mais de US$10 mil do governo desde o início do julgamento.

· Carlos Alberto Montaner, famoso escritor e jornalista exilado cubano com uma coluna semanal no The Miami Herald, recebeu mais de US$40 mil desde o começo do julgamento.

(N.R.: Outro caso conhecido foi o de Pablo Alfonso, repórter do El Nuevo Herald por muito tempo. Os contratos revelados pelo jornal Liberation, através de FOIA, demonstram que Alfonso recebeu da BBG US$58,6 mil durante o processo de acusação dos Cinco cubanos, no período de 1º de novembro de 1999 a 3 de dezembro de 2001. Até 22 de agosto de 2007, pagaram-lhe no total US$252.325).

"Diante da incompetência do governo para revelar abertamente esta informação — apesar de ser seu dever fazê-lo — os acusados não têm jeito de saber onde termina a lista. No caso de que estes poucos exemplos causem dúvida a respeito do impacto de tal cobertura midiática, o governo mesmo explicou o que realmente estava em jogo quando instou a que lhe impusesse um auto de reserva (ordem judicial que impõe limites à informação que pode ser fornecida sobre um processo judicial) para as testemunhas que estavam envolvidas no julgamento.

... "Numa ocasião, foi divulgado que o governo tinha pagado somas a jornalistas importantes de Miami para que participassem da cobertura anticubana, (a organização Partnership for Civil Justice) e o Comitê Nacional pela Liberdade dos Cinco cubanos empreendeu um impressionante, porém frustrado esforço para utilizar a Lei de Liberdade de Informação (FOIA) — Freedom of Information Act — a favor dos acusados.

O processo de solicitação, em virtude da FOIA — foi árduo, improdutivo e infindável. Até hoje, a Broadcasting Board of Governors (agência federal do governo dos EUA encarregada de supervisionar as transmissões de rádio e televisão) recusou-se ou ignorou a maioria dos componentes das solicitações feitas a favor dos Cinco cubanos, em 23 de janeiro de 2009.

(Outro argumento deste memorando baseia-se na) "retenção de evidência material por parte do governo, sob pretexto da segurança nacional e aplicação da Lei de Procedimentos para a Informação Secreta (CIPA) — The Classified Information Procedures Act — para deturpar todas as evidências apresentadas.

Como o governo foi capaz de excluir a defesa de determinadas fases do processo da CIPA e a Corte confiou na boa fé do governo, os acusados se viram privados do direito constitucional de apresentar uma defesa por meio da qual tivessem a oportunidade de buscar e introduzir documentos secretos que fossem favoráveis para a defesa no julgamento e no processo de sentença.

Fonte: Solidários