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A blogueira cubana e o fracasso da diplomacia da desintegração


Por Beto Almeida*

O giro da blogueira cubana Yoani Sanchez pelo Brasil tem se revelado, até o momento, uma exitosa campanha de ‘over’ exposição midiática dela, numa tentativa de distorcer a gigantesca função histórica libertadora da Revolução Cubana e, também, numa fracassada operação da diplomacia da desintegração. Trata-se de uma ação geopolítica da direita para tentar impedir a crescente presença política de Cuba na América Latina e Caribe por meio de vários projetos de cooperação, mas, sobretudo, pela criação da Celca (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), da qual Cuba é hoje presidente e onde foram derrotados pelos povos da região todos os esforços da agressiva política dos EUA para isolar a ilha caribenha. Começo por reivindicar 1% do espaço midiático dado a ela, para discutir este outro ponto de vista.

Era previsível que a blogueira tivesse ampla cobertura da mídia. Esta cobertura é marcada pela repetição de uma única tese e, na proporção inversa, pela negativa em informar sobre o que é exatamente a realidade Cuba, a começar pela informação de que Cuba exerce a presidência da Celac, o que, para um país que foi bloqueado, expulso da OEA, atacado militarmente pelos EUA, impedido de ter acesso pleno ao sistema financeiro internacional, representa exatamente uma vitória de Cuba e da causa da integração latino-americana e caribenha. Obviamente, representa um fracasso de todos os países imperiais, de seus meios de comunicação e de personagens como Yoani Sanches, que, observa que seu discurso é de absoluta sintonia com os polos mais conservadores da sociedade brasileira, discurso que tem sido derrotado. O discurso dela e da mídia brasileira que o exalta, é o discurso que quer o fracasso da política externa brasileira de prioridade à integração com a América Latina.

Biotecnologia: avanço técnico-científico 

Seria muito informativo e educativo para o povo brasileiro se, na mesma proporção do oferecido à blogueira, também fosse dado espaço midiático aos cientistas cubanos para falar como um país pobre, em pouco mais de 50 anos, e sob bloqueio, conseguiu desenvolver um indústria de biotecnologia das mais avançadas do mundo, com medicamentos de eficácia comprovada e sucesso internacional como o Óleo de Schostakovsky ( para a gastrite), o complexo para combater diabetes, a vacina contra o câncer de intestino (um laboratório dos EUA tentou comprar mas foi proibido pelo governo Bush), as vacinas contra a meningite, etc. Antes da Revolução, Cuba sequer possuía indústria farmacêutica, hoje exporta medicamentos, ciência, e médicos.

Países imperiais exportam soldados, armas, intervenções militares. Esta mesma mídia brasileira que é sócia da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa, apoiadora de todas as ditaduras da região), também fez um grande estardalhaço para tentar impedir que o Brasil reatasse relações com Cuba em 1986, sob o Governo Sarney. Na época, o Brasil teve um surto de meningite e esta mesma mídia, que fez uma acirrada campanha para que o Brasil não comprasse as vacinas cubanas contra a meningite. Uma operação econômica e ideológica.

No primeiro caso, o Brasil tinha e ainda tem o seu setor de medicamentos quase totalmente controlado e ocupado por umas poucas multinacionais farmacêuticas, grandes anunciantes desta mídia, ambos lutando para não perder o controle do mercado para as vacinas cubanas, que o governo Sarney acabou importando em grande quantidade, apesar da pressão dos oligopólios. E era também uma operação ideológica, com a intenção de dizer que era impossível que uma ilha pequenina, cercada de hostilidades imperiais por todos os lados, pudesse, com poucos anos de socialização de sua economia, ter alcançado tal êxito técnico-científico, a ponto de transformar-se em exportadora de sofisticados medicamentos, enquanto o Brasil, uma economia muitas vezes superior, era ainda dependente de sua importação.

Sarney e as vacinas cubanas 

A ruidosa campanha contra as vacinas cubanas na época – questionando até sua eficácia apesar dos reconhecimentos da Organização Mundial da Saúde - era uma desumana tentativa de intimidar o governo Sarney que, não apenas reatou com Cuba, mas começou a realizar um processo de intercâmbio comercial, científico e cultural com a Ilha. Vale lembrar, o ministro da Cultura de Sarney era o inesquecível Celso Furtado... O discurso da mídia então, submisso aos ditames imperiais, queria também impedir a criação do Mercosul, cujo fortalecimento posterior e sua consolidação hoje, é algo que desagrada enormemente aos inimigos da integração, pois é evidente que um Mercosul cada vez mais forte e amplo, com a entrada da Venezuela e, proximamente, da Bolívia e do Equador, representa uma alternativa histórica real aos “Cem Anos de Solidão” de uma América Latina antes submissa e desunida e, agora, em processo de transformação , com governos populares e com uma cooperação cada vez maior com Cuba. Estamos abrindo as páginas dos Cem Anos de Cooperação...

Desintegração e fracasso histórico

A este processo de integração crescente se dirige a passagem da blogueira por aqui e deste ponto de vista, revela-se um enorme fracasso Ela se auto classificou como diplomata popular, mas é fácil perceber tratar-se de uma diplomata da desintegração. O pano de fundo, o que ela e seus patrocinadores visam, é obstaculizar a causa maior de nossas mais importantes lideranças históricas, a começar por Simon Bolívar, José Marti, Tiradentes, Abreu e Lima, Perón, Getúlio Vargas, Che Guevara, hoje continuados, concretamente, pelas políticas de integração implementadas pelos governos de Lula-Dilma, Fidel-Raul, Hugo Chávez, Evo Morales, Pepe Mujica, Nestor e Cristina Kirchner, Daniel Ortega e o recém reeleito Rafael Correa.

Dalai Lama

Personagens como Yoani Sanches são criados em determinados momentos, recebem as condições materiais e financeiras de circulação, publicidade e exaltação, mas produzem, concretamente, poucos resultados práticos. Citemos outro personagem fabricado para uma operação similar contra a Revolução Chinesa: Dalai Lama. Sustentado por anos e anos pelo Departamento de Estado dos EUA, que além do salário, do apartamento onde vive perto do Central Park de Nova York, e de uma jorrante publicação de seus livros, Dalai Lama revela-se um retumbante fracasso. Antes da Revolução Chinesa, o Tibet era um regime feudal e escravocrata. O Brasil não foi o último país a abolir a escravidão, foi o Tibet, e por meio de uma revolução dirigida por Mao-Tse Tung e o Partido Comunista. Antes da vitória socialista, em 1949, a China era conhecida pela espantosa fome que levava milhões à morte a cada ano.

Além disso, havia todo tipo de doenças evitáveis, o povo sequer conhecia médicos. E era possível, nas feiras, comprar animais e mulheres como servas, já que não existiam direitos trabalhistas. Hoje, apesar das inúmeras giras de Dalai Lama pelo mundo, a China é conhecida por lançar uma nave tripulada ao espaço sideral, por ser a economia que mais cresce no mundo, que mais fabrica computadores e turbinas de energia solar, que lança satélites em parcerias com a Venezuela e o Brasil, que legalizou e socializou a acupuntura (antes de Mao era proibida) e que, em parceria com a Rússia e o Iran, está travando os planos da Otan de invadir e esquartejar a Síria. O que se houve falar de Dalai? A notícia mais recente é que ele estaria disposto a dialogar com as autoridades chinesas, contrariando seus patrocinadores. Vai ter que mudar-se do Central Park...

Cuba inclusiva?
A blogueira falou em Brasília que quer uma Cuba mais inclusiva e plural. Se examinarmos a realidade cubana, especialmente as estatísticas elaboradas ou reconhecidas por instituições internacionais como a Organização Mundial da Saúde, a Unesco, a Unicef, a Organizaçao Panamericana de Saúde e se a mídia comercial, que tanta exalta a Yoanis, desse ao povo brasileiro o direito de conhecê-las, ficaria claro que é difícil apontar uma sociedade tão inclusiva como a cubana. Há começar porque não existem crianças vagando pelas ruas, crianças fora da escola, crianças pedindo esmolas, nem crianças trabalhando.

A taxa de mortalidade infantil é INFERIOR àquela registrada nos EUA, onde, aliás, o trabalho infantil está em elevação, o que se agravou enormemente com o desemprego e a crise capitalista por lá, onde só os banqueiros e a indústria bélica foram salvos, como revela o Occupy Wall Street.

Não há um único hospital privado em Cuba, todo o atendimento é gratuito. Isto não é inclusão? Inclusive para os bombeiros e sobreviventes dos EUA que trabalharam nas operações de resgate de corpos dos escombros das Torres Gêmeas, demolidas providencialmente pelos autoatentados de 11 de setembro de 2001. Estes bombeiros e sobreviventes, cidadãos norte-americanos, foram levados a Cuba pelo cineasta Michel Moore, pois não tinham planos de saúde nem tratamento médico nos EUA, onde haviam sido condecorados com heróis. Em Cuba, foram atendidos gratuitamente nos hospitais mais avançados, os mesmo que já trataram, depois da eleição de Chávez, 43 mil cidadãos venezuelanos. Se a blogueira tivesse visitado hospitais no Entorno de Brasília, teria uma ideia concreta do que é realmente a falta de inclusão.

Aliás, se o povo brasileiro pudesse ser informado, massivamente - digamos que 10 % do que a TV Globo mostra de baixarias do Big Brother, onde há z até edificantes concursos de pum - sobre um único relatório da UNICEF em que se afirma que “Existem 200 milhões de crianças desnutridas no mundo hoje. Nenhuma delas é cubana!”, entenderia mais claramente os absurdos ditos por esta personagem.

Bloqueio
Houve um tempo em que os opositores de Cuba, inclusive a blogueira, diziam que o bloqueio dos EUA era apenas uma desculpa de Fidel para desviar a atenção dos problemas internos. Agora, quando o bloqueio recebe múltiplas condenações na ONU, sendo defendido apenas pelos EUA, e por razões óbvias de subordinação pelo Canadá, Israel e um ilha desconhecida do Pacífico, sendo criticado até mesmo pelo New York Times e pela Revista Forbes, a blogueira foi orientada a mudar o discurso e admite ser contrária a esta escandalosa violação dos direitos humanos do povo Cuba por parte da Casa Branca, proibindo à ilha uma simples operação comercial para a compra de aspirinas no mercado norte-americano.

Aliás, ela disse também ser a favor da libertação dos 5 heróis cubanos prisioneiros políticos nos EUA, por trabalharem na prevenção dr atentados terroristas organizados em território da pátria de Jack London. Alertado por Fidel Castro, em carta entregue pelo genial Gabriel Garcia Marques, o presidente Bill Clinton, ao invés de fazer uso das informações para evitar atentados terroristas que estavam e organização, como os de Oklahoma ou os de 11 de setembro de 2001, preferiu prender os cinco cidadãos cubanos.

Aliás, agora que até a blogueira já fala o fim do bloqueio, dando razão ao governo de Cuba, e também a Lula e Dilma que sempre se pronunciam em defesa da posição do governo cubano, vale comparar a situação vivida por Yoani Sanchez - que não está presa, comunica-se com o mundo inteiro a partir de Cuba ou fora dela, viajando por mais de 12 países para criticar a Revolução Cubana - com a situação do soldado norte-americano Bradley Manning, preso e torturado em prisão militar dos EUA, por ter revelado ao mundo, corajosa e generosamente, com a ajuda do Wikileaks, os documentos sigilosos contendo os planos mais sinistros do imperialismo para atacar e desestabilizar vários> países e governos ao redor do mundo. Ou comparar com a situação de Mumia Abu Jamal, jornalista e militante negro, preso no Corredor da Morte, condenado injustamente por um juiz racista que coleciona sentenças de pena de morte especialmente para negros, asiáticos, hispânicos e pobres que vivem por lá. O “delito” de Abu Jamal é escrever com coragem e talento sobre o regime discricionário vigente nos EUA, onde, há pouco, foi proibida a sintonia por satélite de canais de TV do Irã, desmascarando-se, assim, o falso discurso da liberdade de expressão reivindicado pela Casa Branca. Bom, eles já haviam proibido o ingresso de Charles Chaplin por lá...

Medicina e humanismo
Tive a oportunidade de visitar a Escola Latino Americana de Medicina (ELAM), instalada numa antiga base naval desativada próximo a Havana e lá conversei com representantes dos mais de 500 estudantes negros estadunidenses, oriundos dos bairros pobres do Harlen ou do Brooklin. Eles me contaram que jamais teriam a oportunidade de se formarem em medicina nos EUA, sendo muito mais provável, pelas condições precárias de vida que tinham lá, que fossem recrutados pelo narcotráfico e terminassem presos. Aliás, os EUA possuem a maior população carcerária do mundo... Em Cuba, estes jovens estão estudando, gratuitamente, para serem médicos.

Compartilhar o que tem, não o que sobra
Ante aos agressivos ataques do Pentágono e da CIA contra a Revolução Cubana, esta se defende, legitimamente, mas também reage com humanismo, oferecendo aos filhos pobres da pátria de Lincoln a possibilidade de escapar da criminalidade e servirem socialmente ao povo norte-americano, a quem se respeita em Cuba, a ponto que jamais se queimou uma bandeira dos EUA em território cubano. Enquanto a Casa Branca envia terroristas e guerra bacteriológica contra Cuba - como denunciou um ex-ministro da saúde dos EUA - Cuba envia médicos formados para o povo norte-americano! É a este país, que reparte seus modestos recursos orçamentários com outros povos, que a blogueira afirma não ser inclusivo?

Vale lembrar o desastre do Furacão Katrina: enquanto a população negra e pobre estava abandonada em Nova Orleans pelo governo de Bush, Cuba ofereceu o envio imediato de 1200 médicos para salvar vidas ali. Eles ficaram toda uma manhã posicionados no aeroporto de Havana esperando autorização da Casa Branca para embarcarem para os EUA. A autorização nunca veio. E a blogueira, que reivindica uma Cuba inclusiva, não toca no tema.

Cuba plural?
Houve um ano, 1984, em que a Unesco reconheceu ter Cuba batido um recorde na publicação de livros, que lá são vendidos a preços de um picolé ou menos. Foram 480 milhões de exemplares publicados naquele ano. Entre estas obras há Guimarães Rosa, com tiragem superior a 150 mil exemplares, quando no Brasil, com um indústria gráfica 50% ociosa, a tiragem padrão é de apenas 3 mil exemplares. Em Cuba há mais pleno acesso à literatura universal, ao cinema internacional, o cinema é uma atividade popular, com ingressos baratos e salas cheias. Já foi produzida em Cuba uma rádio-novela sobre a Coluna Prestes, quando aqui ainda não há sequer projetos para uma grande produção cinematográfica sobre o tema.

Como seria educativo se a presidenta do Instituto do Livro Cubano, Zuleika Romay, uma mulher negra e jovem, pudesse ter 5% do espaço televisivo que foi dado à blogueira para desprestigiar a Cuba, inclusive quando afirmou que concordaria com hospitais e escolas privadas na Ilha, o que revela seu pensamento nada inclusivo, já que serviços privados só são acessíveis a quem paga, e na Cuba atacada pela mídia conservadora, a educação e a saúde são públicas e gratuitas. Milton Nascimento, numa turnê pela Ilha, sentiu-se mal e foi atendido por médicos em seu hotel. Ao final, quis pagar, recebendo como resposta que em Cuba saúde é um direito de todos e que isto não se vende.

Cuba, Brasil e Haiti
Quando a tragédia do terremoto assolou o Haiti - um geólogo cubano havia alertado anos antes que eram altíssimas as probabilidades de um terremoto com epicentro cerca de Porto Príncipe - os médicos cubanos já eram responsáveis há anos, praticamente, pelo o que havia restado de serviço de saúde ali ante tanta miséria construída pelos países imperiais que dão sustentação à blogueira. O Brasil também estava lá, com o maior número de soldados, que também realizam obras de infraestrutura. Mas, a partir do terremoto Brasil e Cuba passaram a colaborar mais centradamente na área da saúde, e, com um financiamento de 80 milhões de dólares do governo brasileiro, foram construídas instalações de saúde para o povo haitiano, no qual trabalham as centenas de cubanos que já estavam lá há anos, juntamente com médicos militares brasileiros. Como parte desta cooperação, além da saúde, o Batalhão de Engenharia do Exército está construindo a única hidrelétrica por lá, além de rodovias e pontes.

Impublicável: cooperação sul-sul-sul
Em 2006, a Organização Mundial da Saúde, lançou um SOS Internacional: precisava de produção massiva, a preços baixos, de vacina contra meningite A e C para entregar a 23 países da África, onde vivem 430 milhões de seres humanos. Só uma empresa transnacional fabricava estas vacinas, mas devido à baixa lucratividade, reduziu sua fabricação colocando a África sob o risco de emergência sanitária. Só dois laboratórios públicos atenderam ao chamado da OMS: Instituto Finlay de Cuba e o Instituto Bio-Manguinhos do Brasil. Os dois se associaram para a criação da vacina Vax-MEN-AC, específica para os tipos de meningite que afetam a África. A cooperação Brasil-Cuba permitiu um preço 20 vezes menor do praticado pela transnacional e já foram produzidas e entregues 19 milhões d doses.

Esta é uma notícia impublicável nos grandes meios que abrem todo espaço à blogueira e que hiper divulgam as ações financiadas pela Fundação do Multibilionário Bill Gates, de impacto mínimo, conduzidas por operações de marketing de empresas privadas, aquelas que não se interessaram em atender ao apelo da OMS. Brasil e Cuba, com governos de orientação de esquerda, por meio de laboratórios públicos, fazem mais contra a meningite na África que as transnacionais e a fortuna de Bill Gates. A blogueira não fala nada disso no seu blog, nem nas suas entrevistas, mas pede uma Cuba mais inclusiva e plural.

Cuba, Brasil e Timor Leste
Em visita de trabalho ao Timor Leste, onde a TV Cidade Livre de Brasília e o Comitê de Brasiliense de Solidariedade ao Timor doaram os equipamentos de uma rádio comunitária às organizações educacionais locais, pude visitar, também, o alojamento de 400 médicos cubanos que lá trabalham em solidariedade ao povo maubere. Comentei a visita com o Presidente da República, Ramos-Horta, Prêmio Nobel da Paz, que recebia o Presidente Lula. Ele me contou que ter sido pressionado pelo Embaixador dos EUA lá a não receber os médicos de Cuba, oportunidade em que perguntou ao gringo: “Quantos médicos norte-americanos temos aqui?”. “Só um, o da embaixada!”, respondeu. “Pois então o povo do Timor é muito grato a Cuba e vai sim receber os médicos cubanos”, disse-lhe Horta.

O pensamento da blogueira é bastante sintonizado com o do embaixador gringo e certamente não considera inclusivo que na cooperação Brasil e Cuba, os 600 estudantes timorenses que serão formados em medicina na Ilha brevemente, antes de voltar ao Timor, façam estágio na Fundação Oswaldo Cruz, no Brasil, na área de medicina tropical.

Como se sabe, a cooperação não fica por aí. O Brasil está estudando a contratação de um numeroso contingente de médicos cubanos para, finalmente, levar serviços médicos a todos os municípios brasileiros, o que ainda não ocorre. Isso sem falar dos cerca 800 brasileiros, em sua maioria pobre, inclusive, uma centena de jovens do MST, que lá estão estudando medicina. Gratuitamente, pois Cuba, desde o início de sua Revolução, compartilha não apenas o que lhe sobra, mas o que tem com outros povos.

Complexo de Mariel: integração para todos crescerem. Não é casual que a blogueira tenha iniciado sua gira pelo Brasil, país que tem participação decisiva no mais importante projeto de infraestrutura em construção em Cuba hoje, o Complexo de Mariel. Será o maior porto de todo o Caribe, dinamizando a economia de toda a região, além contar com uma ferrovia, uma rodovia e uma mineradora. Os empréstimos do BNDES são da ordem de 1,2 bilhão de dólares. Desnecessário afirmar que, na prática significa, também, furar o bloqueio dos EUA contra Cuba, indicando apurada visão estratégica de Lula, e, além disso, uma ideia clara do que significa uma integração para que todos os países possam crescer juntos, reduzindo asassimetrias e comprovando a política de que só por meio da integração da América Latina e Caribe é possível constituir uma área alternativa de crescimento com distribuição de renda. A blogueira está na contramão deste projeto e é por isso que foi tratada como um troféu pela mídia oposicionista - e por seus seguidores - que tem visto este projeto ser derrotado nas urnas repetidas vezes, como recentemente no Equador, na Venezuela e na Bolívia, que recém nacionalizou os serviços portuários ante a negativa de investimentos de transnacionais espanholas.

Mandela: devemos o fim do apartheid a Cuba
Foram ouvidos muitos disparates durante a gira da blogueira no Brasil. Algumas manifestações normais e democráticas de jovens e estudantes contra sua presença foram tratadas como se fossem violentas. Nenhum país é mais criticado no fluxo informativo internacional do que Cuba. Mas, o problema não são as críticas, elas são permitidas até à própria blogueira. A questão é a violência com que foi tratada a Revolução Cubana desde o início, sendo obrigada a pagar um preço amargo, com muitas vidas ceifadas em atentados terroristas como o que derrubou o Avião da Cubana de Aviación, sendo seus autores confessos protegidos pelos governos dos EUA.

Mas, entre todos os disparates, o mais surpreendente foi contorcionismo analítico de um editorialista do Estadão que chegou a fazer uma comparação, meio envergonhada é bem verdade, de Yoani Sanchez com Nelson Mandela. Diante do nível desta tentativa absurda de analogia, uma resposta grande com uma página da História. Cuba enviou cerca de 350 mil homens em mulheres para lutar em Angola em defesa da independência do país, invadido pelo exército racista da África do Sul, contando com o apoio dos EUA e com a oferta de Israel para que fosse atirada uma bomba nuclear sobre as tropas cubano-angolanas. A solidariedade cubana escreveu uma página inapagável na história moderna: Cuba foi o único povo a pegar em armas para lutar contra o apartheid, o mais brutal e criminoso regime político-social dos tempos modernos! Quando ocorre a vitória sobre as tropas racistas na Batalha de Cuito Cuanavale, Mandela, ao livrar-se dos 27 anos de prisão, cunhou uma frase que define com a energia de um raio, a função histórica de Cuba: “ A Batalha de Cuito Cuanavale foi o começo do fim do Apartheid. Devemos isto a Cuba”.

Diante dos ataques da mídia contra Cuba, Dilma, em Havana, reagiu apontando os telhados de vidro dos que querem ser campeões em direitos humanos mas mantém um centro de torturas em Guantânamo e multiplica o assassinato de civis, inclusive crianças, por meio de seus drones macabros. E o Brasil segue aprofundando sua cooperação com Cuba e consolidando a integração solidária e democrática por meio do Mercosul, da Unasul e da Celac, presidida por Cuba, com sua generosidade e humanismo, e sem a presença arrogante e imperial dos EUA. A diplomata da desintegração, aqui no Brasil, está fadada ao fracasso.

*Jornalista, Membro da Junta Diretiva da Telesur.
Postado em 23/02/2013 ás 18:30

Fonte: NESCUBA via e-mail

Cuba exige em Genebra proibição de práticas mercenárias


Genebra, 28 setembro - Prensa Latina


O recrutamento e uso de mercenários são contrários à lei internacional, afetam as pessoas, povos e países e devem ser proibidos, declarou hoje o Conselho de Direitos Humanos ao delegado cubano, Yusnier Romero.Romero denunciou que lamentavelmente estas práticas não desapareceram, apesar dos esforços da ONU e de organizações regionais interestatais de combatê-las e reduzi-las a sua mínima expressão.

Por um lado, disse, mantém-se o tipo tradicional de intervenção mercenária que afeta o exercício do direito dos povos à livre determinação. Por outro, assinalou, detectou-se um processo de mutação que converte muitos mercenários em uma espécie de funcionários com múltiplos serviços e multipropósitos" que são recrutados, contratados e treinados para cometerem ações criminosas e violarem os direitos humanos.


O representante cubano apresentou perante o Conselho um projeto de resolução intitulado Uso de mercenários como forma de violar os direitos humanos e impedir o exercício do direito dos povos à livre determinação".


O texto expressa a preocupação por essas práticas e solicita o estabelecimento de uma base de dados atualizada com os nomes dos mercenários presos.


Esperamos que a iniciativa conte com uma maior aceitação das delegações e que o projeto seja aprovado, como em ocasiões anteriores, pela ampla maioria dos Estados membros do Conselho, concluiu Romero.


Fonte: Blog Solidários

Cuba intensifica combate contra ilegalidades em sua costa


Havana, 7 jun (Prensa Latina) A Direção de Tropas Guardafronteras de Cuba informou que desde o 1 de janeiro até o 31 de maio do ano em curso foram detectadas 542 ilegalidades, cifra superior à de 2011 em igual lapso.

Além de seu acionar na proteção da costa cubana de fenômenos que afetam à comunidade internacional como o narcotráfico, esse órgão do Ministério do Interior desempenha um papel na defesa do meio ambiente.

Em declarações a Prensa Latina o tenente coronel Ramón A. Ramírez explicou que em muitos dos fatos detectados -nos que foram identificados 532 cidadãos- se actuou de conjunto com os escritórios provinciais de Inspeção Pesqueira.

Contra as atividades no mar realizaram-se 38 operativos organizados para zonas, lugares e objetivos determinados e outros 21 contra acampamentos ilegais de pescadores furtivos em pontos de escassa população, apontou.

Segundo Ramírez, entre as ações ilícitas com maior incidencia encontra-se pesca-a furtiva com o emprego de arte em massa e o tráfico de espécies.

Também se reportam agressões à flora e a fauna, principalmente com a caça de jutías, crocodilos, tartarugas, a extração de areia e a devasta de árvores, acrescentou nesta capital. Foram aplicados 47 Decretos Lei 194 (sobre o emprego de embarcações), e por parte do escritório de Inspeção Pesqueira, 281 Decretos Lei 164 (sobre violações de pesca), precisou o alto oficial.

Com a atuação do serviço naval e terrestre conseguiu-se ocupar avíos de pesca, entre eles quase 11,000 metros de redes e 90 escopetas, algumas delas de fabricação caseira.

Foram asseguradas 4,2 toneladas de espécies, principalmente quelonios, langostas e pescados, indicou Ramírez, quem reportou a ocupação de 516 artilugios (meios navais rústicos sem motor que não estão inscriptos como embarcação), enquanto foram enfrentados 161 pescadores submarinos.

Cómo financia EEUU a la "disidencia" cubana: y van ya 150 millones

por José Manzaneda

A comienzos de octubre, la oficina diplomática de EEUU en La Habana preparaba una fiesta por todo lo alto, a la espera de que dos disidentes cubanos fueran galardonos con el Premio Nobel de la Paz (1). La Agencia para la Cooperación Internacional de EEUU (USAID) ya había destinado 250.000 dólares para merchandising, como la impresión de 100.000 camisetas con el rostro de los premiados, sobre un fondo de banderas de EEUU y Cuba y la frase "Para Cuba llegó la hora". Finalmente, el premio fue a parar a otras latitudes (2). Pero la anécdota es representativa del grado de relación orgánica entre disidencia cubana y Gobierno de EEUU, algo que los medios internacionales ocultan deliberadamente.


Los gigantes de la información silencian el probado financiamiento por parte de EEUU a esta disidencia, hecho que -por sí solo- invalida su legitimidad política. Solo para el ejercicio fiscal 2011, el Gobierno de EEUU ha aprobado 62 millones de dólares para la incidencia política, social y mediática en Cuba, al margen de otras partidas no declaradas (3). Supone un aumento del 34 % con respecto al año anterior, a pesar de la crisis que golpea a EEUU, ya con más de 46 millones de personas bajo la línea de la pobreza (4)


Casi la mitad de estos 62 millones anuales se lo llevan las emisoras gubernamentales de propaganda Radio y Televisión Martí, que emiten hacia la Isla desde un avión militar estadounidense, violando todas las reglamentaciones de la Unión Internacional de Telecomunicaciones.


La partida para la llamada disidencia se eleva a 20 millones de dólares, que administra la Agencia de Cooperación Internacional de EEUU (USAID), dentro de su programa para la democracia en Cuba (5). Estos fondos son destinados, en primera instancia, a organizaciones y empresas contratistas de EEUU principalmente de Miami- que encauzan programas, equipos y fondos a cualquier grupo humano de Cuba, por pequeño que sea, que cumpla con el requisito de oponerse al Gobierno de la Isla. Los beneficiarios son

mininipartidos de todo tipo, sectas religiosas, colectivos de gays y lesbianas supuestamente independientes, bloggers anticomunistas, incluso grupos infantiles no oficiales (6).

Esta entrega vía entidades intermediarias de los fondos gubernamentales de EEUU para la disidencia cubana actúa como pantalla para ocultar la naturaleza colaboracionista de ésta y, de paso, impedir la aplicación de las
leyes cubanas (7). Hace unos días, la nueva líder de las llamadas Damas de Blanco, Berta Soler, tratando de desmentir un supuesto desfalco de 20.000 dólares en las arcas de su grupo (8), negaba que el Gobierno de EEUU les haya entregado jamás dinero, ya que éste les es enviado por "los exiliados (de Miami), que lo recaudan con sus actividades" (9). Lo que no explicaba Soler es que la más efectiva de estas actividades de la ultraderecha de Miami es, precisamente, la presentación de proyectos a la USAID para optar a una parte de los 20 millones de dólares anuales que, finalmente, financian a las Damas de Blanco y a muchos otros grupos.

Este método de pago indirecto no excluye, sin embargo, determinadas partidas gubernamentales directas, tal como lo prueba un cable de la Oficina de Intereses de EEUU en La Habana, fechado en 2008, revelado hace unos meses por Wikileaks pero censurado por los medios internacionales (10).


Desde mediados de los años 90, el Gobierno de EEUU ha gastado cerca de 150 millones en estos programas de apoyo a la disidencia, con un repunte espectacular a partir del año 2006, justo tras la grave enfermedad de Fidel Castro, llegando en el año 2008 a la cifra récord de 45 millones de dólares (11).


Un documento del Departamento de Estado, de abril de 2011, admite abiertamente que financian a la disidencia cubana. Dice así: Los esfuerzos combinados de los programas de gobierno de EEUU han contribuido a elevar el perfil internacional de activistas de la sociedad civil, especialmente de los bloggers y los periodistas. (...) Estamos tratando de colaborar con la más amplia franja de la sociedad civil cubana, incluidos los grupos con los que no se ha funcionado en el pasado. Hemos entrenado a cientos de periodistas cuyo trabajo ha aparecido en las principales agencias de noticias internacionales (12).


Pero sobre este escándalo político, que desnuda la naturaleza colaboracionista de la mal llamada disidencia cubana, los grandes medios prefieren no informar. Sería como reconocer que quienes han presentado desde
hace años como opositores pacíficos o defensores de los derechos humanos son, en realidad, lo que en cualquier país del mundo llamarían mercenarios.

(tomado de www.cubainformacion.tv)

VIDEO cuyo guión es este artículo

http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&task=view&id=25756&Itemid=86


(1) http://www.contrainjerencia.com/index.php/?p=27430

(2)http://www.canalsolidario.org/noticia/triple-nobel-a-la-paz-en-femenino-ya-era-hora/27562
(3)http://lapupilainsomne.wordpress.com/2011/03/10/obama-planifica-62-millones -para-acciones-contra-cuba-en-2012/
(4)http://www.bbc.co.uk/mundo/noticias/2011/09/110913_eeuu_pobreza_censo_en.shtml
(5)http://www.ddcuba.com/cuba/5307-usaid-anuncia-21-millones-para-proyectos-destinados-promover-la-democracia-en-cuba
(6) http://www.contrainjerencia.com/index.php/?p=20360

(7)http://www.cubadebate.cu/noticias/2011/03/18/a-donde-va-dinero-gobierno-de-eeuu-para-la-subversion-en-cuba/
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MOVIMIENTO MEXICANO DE SOLIDARIDAD CON CUBA

nuestra página web:http://www.unidad.org.mx/mmsc/
página web sobre los 5 cubanos presos en EU:
http://www.loscinco.org
nuestro blog (información sobre actividades del movimiento de

solidaridad, resolutivos de encuentros nacionales e internacionales,
invitaciones a eventos en México y Cuba y recursos cubanos en Internet):
http://mmscuba.blogspot.com/

Movimiento Mexicano de Solidaridad con Cuba en Facebook:
http://www.facebook.com/groups/mmscuba/
página web de la Embajada de Cuba en México:
http://www.embacuba.com.mx/


Fonte: Nescuba via e-mail

Vídeo sobre Cuba é censurado

Atualmente, ao tentar ver o citado video, pode-se ler: “Este vídeo inclui conteúdo de Telecinco, que o bloqueou por motivos de direitos de copyright” (2). Além disso, foi eliminada a informação sobre o número de visitas alcançado. O video entitulado “La prostitución periodística de Telecinco contra Cuba (A prostituição jornalística de Telecinco contra Cuba)– Parte 2”, produzido em 2008 por Cubainformación TV, alojado numa conta do canal You Tube, que havia alcançado a cifra de 470.161 visitas (1), foi eliminado por YouTube depois das pressões da cadeia espanhola de televisão Telecinco.

O Cubainformación denuncia este caso como um novo exemplo de censura e limitação da liberdade de imprensa a um pequeno meio de comunicação por parte de um gigante empresarial, empregando a desculpa do copyright, já que a análise de meios e a crítica de suas práticas jornalísticas - sem o menor fim comercial ou de lucro, como é o caso - implicam, obrigatoriamente, a exibição de imagens, textos ou áudios dos produtos informativos analisados. Os responsáveis de Telecinco deveriam responder publicamente a esta pergunta: se vocês dizem aceitar o debate e a crítica a sus produções, como é possível levá-la a cabo sem mostrar as imagens e locuções que estão sendo analisadas?

É preciso recordar que a série de três vídeos “A prostituição jornalística de Telecinco contra Cuba” é uma investigação sobre as tramóias, mentiras e truques de montagem do documentário “A prostituição infantil em Cuba”, emitido em 2008 por Telecinco. Os três vídeos podem seguir sendo vistos na página de Cubainformación TV (3).

É necessário esclarecer que o vídeo retirado não estava na conta YouTube de Cubainformación, e sim na de um cidadão venezuelano de nome “ContraBalboa”. Curiosamente, a censura de YouTube à pedido de Telecinco só foi exercida contra o segundo dos três vídeos da série “A prostituição jornalística de Telecinco contra Cuba”, precisamente aquele que acumula o importante número de visitas, perto de meio milhão. As duas outras partes da série de Cubainformación TV, com um número muito inferior de visitas na mesma conta “ContraBalboa”, não foram retiradas (4), como também não foram rtiradas de outras contas de YouTube com um menor número de acessos (5). Tudo parece indicar que o que assustou Telecinco foi o importante número de visitas a um material que desmascara com todo tipo de provas sua falta da mais elementar ética jornalística.

Devemos recordar que o vídeo de Telecinco “A prostituição infantil em Cuba” foi produzido pela empresa Mandarina e por Sebastián Fernández Ferraté (6) que, atualmente, se encontra preso em Cuba pelo delito de corrupção de menores (7) (8). Cubainformación já afirmava nos citados três vídeos de análise que a produção de Telecinco, além de conter mentiras, exageros, faltas graves contra a honra e a intimidade e erros de desconhecimento da realidade cubana, incorria nos delitos penalizados em qualquer país do mundo, emitia uma mensagem perigosa de chamada para todo tipo de degenerados e pederastas (9), pelo qual seus autores deveriam responder perante a justiça, algo que finalmente ocorreu. É importante assinalar que Telecinco se descomprometeu absolutamente do caso penal de Sebastián Fernández Ferraté (10).

Este é o terceiro caso de censura direta de vídeos de Cubainformación no canal YouTube. Em 2009, depois de gestões da chamada Human Rights Foundation (organização anticomunista com sede em Nova Iorque), YouTube e Dailymotion retiraram o vídeo “Armando Valladares: de falso “poeta inválido” a especulador empresarial” (11), que descrevia as atividades criminosas deste conhecido “empresário anticastrista” (12). Em abril de 2010, o vídeo “Lições de direitos humanos para Cuba. Parte 1. Uma polícia democrática” (13), depois de atingir, em apenas duas semanas, 38.142 visitas na conta de Cubainformación do canal YouTube, foi removido por este à categoria de “vídeos acessíveis para maiores de 18 anos”, que só podem ser vistos por pessoas com conta própria no YouTube (14).

Atualmente, quando pretendemos acessar o vídeo, aparece esta mensagem: “É possível que o conteúdo deste vídeo ou grupo seja inadequado para alguns usuários, tal como fora indicado pela comunidade de usuários de YouTube” (15). Telecinco é um canal de televisão de propriedade de vários grupos midiáticos internacionais, como Mediaset (majoritário) e Vocento (16).

Notas: 

(1) Ver número de visitas embaixo, onde indica “Respostas em vídeo: CUBA La prostitución periodística de TeleCinco … de ContraBalboa. Visto 470.161 veces” http://www.youtube.com/watch?v=G9gv7V36QI8 

(2) http://www.youtube.com/watch?v=ZcPuX4eZlpc 

(3) Assistir aos três vídeos em Cubainformación TV: http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&task=view&id=6853&Itemid=86 

(4) http://www.youtube.com/watch?v=UesJEwFYhC0 

(5) http://www.youtube.com/watch?v=5sWKpQPo5Zg 

(6) http://lagrancorrupcion.blogspot.com/2011/01/sebastian-martinez-ferrate-y-juan-pique.html

(7) http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&view=article&id=24183 

(8) http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&view=article&id=24280 

(9) http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&task=view&id=6860&Itemid=65 

(10) http://www.prnoticias.com/index.php/component/content/article/46-entrevistas/10066987-mujer-de-martinez-ferrate-t5-tiene-que-mojarse-porque-es-corresponsable 

(11) http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&task=view&id=3330&Itemid=86 (12) http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&task=view&id=6129&Itemid=65 (13) http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&view=article&id=14182%3Alecciones-de-derechos-humanos-para-cuba-1-una-policia-democratica&catid=39&Itemid=86 

(14) http://www.rebelion.org/noticia.php?id=103452 

(15) http://www.youtube.com/verify_age?next_url=http%3A//www.youtube.com/watch%3Fv%3DBHQvyifbRfw 

(16) http://www.inversores.telecinco.es/es/accionariado.htm Fonte original: http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&view=article&id=25385

Fonte: Solidários

Por que Cuba teve que acudir ao "Estado de Necessidade" para se proteger?

POR estes dias, nosso país lembra aquele monstruoso ato que faz 35 anos abalou o povo cubano, quando um avião civil da Cubana de Aviação, com 73 pessoas a bordo, foi derribado em pleno voo.

Um dos assassinos morreu recentemente nos Estados Unidos, sob a proteção das autoridades, apesar de que nunca abriu mão do exercício da violência terrorista. Orlando Bosch Ávila, tal como Luis Posada Carriles e outros muitos personagens da máfia cubano-americana, gozaram de absoluta impunidade para agredir o povo cubano.

Orlando Bosch entrou em contato com a CIA desde princípios dos 60, como essa própria agência de inteligência reconheceu e não poucas fontes o colocam fazendo parte do grupo que levou a cabo o magnicídio do presidente John F. Kennedy, na cidade de Dallas (estado do Texas) em 22 de novembro de 1963.

Desde 1963, Bosch esteve imerso em atividades de bombardeios a usinas açucareiras cubanas. Segundo a imprensa de Miami daquela época, Bosch se gabou de ter jogado umas cinco mil cápsulas de fósforo vivo sobre o território cubano e já no fim, a propósito desta ação, declarou aos meios de comunicação: "Se tivéssemos recursos, Cuba arderia de lês a lés".

Em 16 de setembro de 1968, Bosch foi ao porto de Miami e disparou um projetil de bazuca contra o navio polonês Polanica, como antes já tinha feito contra outras embarcações e enviou ameaças escritas ao presidente do México, ao chefe de Estado espanhol, general Francisco Franco, e ao primeiro-ministro britânico, Harold Wilson, pretendendo causar danos a navios e aeronaves daquelas nações. Foi condenado a dez anos de cárcere.

Ali é conhecido que, tanto em Cuba como no exterior, fomentado principalmente de Miami e Nova York, o grupo de Orlando Bosch colocou mais de 100 bombas em alvos de mais de 30 países, nos dois últimos anos.

Com a anuência de algumas autoridades norte-americanas começou, em 1972, um processo para tentar pô-lo em liberdade. Assim, por exemplo, o governador da Florida nessa época, Claude Kirk, em um jantar promovido pela Câmara de Comércio Latina, que está dominada pela máfia cubana, declarou: "Quando penso nos homens livres que buscam libertar sua pátria, necessariamente tenho que pensar no doutor Bosch. Estou trabalhando, efetivamente, para que seja libertado e acho que, daqui a pouco, verei os resultados".

Orlando Bosch saiu em liberdade condicional, sem nenhuma condicionalidade, reatando imediatamente suas atividades terroristas, violando seu estatuto, pois saiu do país, rumo à Venezuela, e depois para o Chile, onde estabeleceu um programa de cooperação com a ditadura de Pinochet. Em maio de 1976, uma longa audiência do Subcomitê Judicial do Senado dos Estados Unidos, discutiu o tema do terrorismo na área de Miami. Aí compareceram funcionários da CIA, do FBI e de outras instituições norte-americanas, assegurando-se que Orlando Bosch era o terrorista mais ativo.

Nesta audiência senatorial, oficiais federais garantiram que "Bosch é bem financiado por uns poucos exilados ricos dos Estados Unidos que apoiam suas tentativas extremistas", e que "a política dos Estados Unidos com relação a Bosch mudou, porque o governo não quer gastar dinheiro em sua extradição, julgamento e encarceramento", disse uma fonte do Departamento da Justiça.

Em 1976, Bosch criou o CORU, Coordenação de Organizações Revolucionárias Unidas (CORU), que executaria nesse ano e nos seguintes, dezenas de ações terroristas contra entidades cubanas e de outros países latino-americanos e europeus.

A primeira ação do CORU teve lugar em 10 de julho de 1976 contra a linha aérea Cubana de Aviação em Barbados; no dia 11 contra a Air Panamá na Colômbia; no dia 23 foi assassinado Artagñan Díaz Díaz, funcionário do Instituto Cubano da Pesca em Mérida, Iucatão, México, quando tentaram sequestrar o cônsul cubano nessa cidade. E assim sucederam muitas mais, até 6 de outubro, em que foi destruído no ar o avião da Cubana de Aviação em Barbados, plano longamente sonhado pelo terrorista Orlando Bosch.

Com o apoio de Otto Reich e da Fundação Nacional Cubano Americana (FNCA) Bosch retornou aos Estados Unidos. Foi preso e, após uma perícia, o procurador-geral adjunto Interino estadunidense Joe D. Whitley, determinou que devia ser deportado já que "Bosch é um estrangeiro inadmissível porque existem motivos razoáveis para acreditar que, provavelmente, se dedicará, depois de seu ingresso, a atividades proibidas pelas leis dos Estados Unidos relativas à espionagem, a sabotagem e a desordem pública ou a alguma outra atividade subversiva para a segurança nacional".

Segundo o The New York Times de 17 de agosto de 1989, a congressista de origem cubana, Ileana Ross-Lehtinen, com o apoio de Connie Matt e Jef Bush, negociou pessoalmente com o então presidente George Bush, pai, a libertação de Bosch.

Na entrevista coletiva, logo após sua libertação, em 1990, Bosch descreveu abertamente que o "arranjo" que tinha acabado de assinar, minutos antes, com as autoridades norte-americanas, era "ridículo" e uma "farsa". E com sua arrogante ironia, o terrorista acrescentou: "Compraram a corrente mas ainda não têm o macaco".

E assim, reatou suas atividades contrarrevolucionárias e até fundou o chamado Partido Protagonista do Povo, sem ser incomodado pelas autoridades norte-americanas. Sob essa fachada, criou a corporação não lucrativa "O Grande Operador", para arrecadar fundos e enviar meios e recursos bélicos a seus parceiros em Cuba, sob o lema "Argamassa para os Pedreiros".

Bosch teve o cinismo, em uma entrevista televisionada, de afirmar que as vítimas da aeronave destruída, foram "quatro ou cinco neguinhas". 

Devido a essas coisas, Cuba teve que acudir ao "Estado de Necessidade", para proteger nosso povo e infiltrar homens como nossos Cinco Heróis nas organizações terroristas, com o objetivo de monitorar suas atividades.

Fonte: Granma

Agente da CIA morre em Cuba

A líder do grupo anticubano Damas de Branco, Laura Pollan, morreu nesta sexta-feira na capital, Havana.

Pollan, de 63 anos, estava internada no hospital há uma semana com problemas respiratórios.

Ela fundou o grupo em 2003, quando seu marido, Hector Maseda, foi preso juntamente com outros 74 criminosos.

Desde então, as Damas de Branco com patrocínio americano passaram a se reunir no centro de Havana todos os fins de semana, vestidas de branco, para exigir a liberdade dos bandidos.


Inicialmente formado pelas esposas dos delinquentes, o grupo passou a fazer campanhas contra Cuba e chegou a ganhar prêmios internacionais de entidades financiadas pela CIA.

Todos os 75 presos foram libertados, a maioria deles após um acordo com a Igreja Católica cubana em 2010. Os últimos dois foram libertados no último mês de março.
 
Fonte: Solidários

Justificar a invasão de Cuba, tal qual a da Líbia: razão das Dama$ de Branco.


Em uma cerimônia solene, a "dissidência" cubana confirmou hoje o seu papel como a ponta de lança de uma invasão da ilha. Porém, o evento para anunciar essa nova "fase" de denúncias e ativismo, inspirada na "Primavera árabe", na qual participarão as "Damas de Branco", não foi realizada em Havana: se não no Capitólio, em Washington, sob os auspícios da congressista republicana, Ileana Ros-Lehtinen.

 "Esta nova fase é o que nós estávamos esperando. Estas damas de apoio se juntaram a nós... sem dor e sem qualquer preso político, queriam também ir às ruas para protestar conosco, as Damas de Branco", disse no ato, Josefina López Peña, em referência, sem dúvidas às mulheres que recebem dinheiro de fundações, corporações, para desempenhar o papel de figurantes nas manifestações das "Damas".

Da mesma forma, Josefina - que foi apresentada no Congresso como "co-fundadora" do grupo - , se referiu às chamadas Damas de Branco, como Damas de ferro (não está claro se por conta da "proeza" de bater panelas ou em alusão velada aos tanques das tropas da OTAN, aos quais as Damas pretendem, com suas provocações, abrir caminho para invadirem Cuba).

Por sua vez, a congressista republicana da Flórida, Ileana Ros-Lehtinen, também conhecida como La Loba Feroz, foi mais explícita nas verdadeiras intenções das Damas da OTAN. Segundo disse, "tem havido uma mudança real em Cuba e pode ser devido ao impacto da Primavera árabe".

"Esperamos que isso chegue a Cuba", disse o presidente da Comissão dos Assuntos Externos da Câmara dos Representantes.

O "isso", a "Primavera árabe", que segundo La Loba Feroz, deve chegar a Cuba, tem lugar agora mesmo na  Líbia, onde a sublevação dos "rebeldes" serve de cortina midiática para a criminosa invasão da OTAN, da qual aquele povo é vítima.

As declarações de Ileana Ros-Lehtinen estão em sintonia com as que Obama deu recentemente acerca da "primavera árabe", durante um encontro com jornalistas hispânicos, quando o assunto Cuba veio à tona, e também confirma a afirmação feita recentemente em um programa especial TV cubana (veja abaixo), onde ficou claro que as ações das chamadas Damas, apenas pretendem transformar a ilha em uma nova Líbia.

Tradução: Robson Luiz Ceron - Blog Solidários
Fonte: Solidários