Notícias que não serão notícias!

Mostrando postagens com marcador WIKILEAKS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador WIKILEAKS. Mostrar todas as postagens

WIKILEAKS: Obama não concedeu entrevista à blogueira cubana

HAVANA, 5 SET (ANSA) – O portal de notícias Cubadebate publicou hoje um documento revelado pelo Wikileaks que coloca em xeque a versão da blogueira cubana Yoani Sánchez, que faz oposição ao governo, de que o presidente dos Estados Unidos teria lhe respondido uma entrevista em 2009. 
Segundo o portal, que costuma publicar os artigos do ex-presidente Fidel Castro, não foi Obama que respondeu o questionário enviado pela blogueira, mas sim o Escritório de Interesses dos Estados em Cuba (Sina, na sigla em espanhol).
O site disponibilizou cópias das repostas dadas pelo Sina e a versão original publicada por Sánchez para mostrar o que, segundo eles, são diferenças “mínimas” entre as versões.
De acordo com documentos do Wikileaks, divulgados na semana passada, as perguntas foram enviadas, em espanhol e por e-mail, pela oposicionista em 28 de agosto de 2009, e as respostas devolvidas em 18 de novembro por um diplomata.
Estados Unidos e Cuba romperam as relações diplomáticas há meio século, mas os dois países mantêm, em suas capitais, escritórios que atuam em relação às gestões consulares e outros trâmites.
Yoani Sanchéz conquistou notoriedade internacional com seu blog Generación Y, no qual faz críticas à realidade cubana, o que a levou a ganhar prêmios na Europa e nos Estados Unidos, quase todos relacionados à luta pela liberdade de expressão.

Fonte: Solidários

Wikileaks: Máximo diplomata dos EE.UU. em Cuba monitorou redes da internet

O chefe da Seção de Interesses dos Estados Unidos em Cuba, Jonathan Farrar, monitorou a internet para possíveis ações subversivas, de acordo com um cabo publicado por Wikileaks e reproduzido hoje por sites cubanos.

A averiguação de Farrar junto a sua esposa ocorreu em agosto de 2008, quando escreveu um memorando dirigido ao Departamento de Estado qualificado de sensível, sem que reportasse obstáculos das autoridades da nação caribenha.

O diplomata recomendou à Casa Branca que facilitasse programas para violar regras estabelecidas pelos provedores locais da rede de redes, denunciou o site www.cubasi.cu que reproduziu neste sábado a página www.cubadebate.cu.

“A SINA (a Seção de Interesses dos Estados Unidos em Cuba) acolhe com entusiasmo todas as contribuições que venham de Washington, onde continua um trabalho para desenvolver programas que evitem os filtros de internet”, escreveu em suas considerações finais.

Ademais anunciou que buscará melhorar as condições locais de internet e analisará sua possível utilização em operações dos sites e em nossa faixa de ação, acrescentou.

O texto intitulado “Navegar pela Rede em Havana” descreveu as visitas a vários pontos de acesso à rede, incluídos vários hotéis, para comprovar se os sites de algumas das organizações beneficiadas por Estados Unidos estavam acessíveis.

Farrar reportou a impossibilidade de aceder aos sites de antigas e presentes organizações que recebem dinheiro governamental de Estados Unidos para o Programa Cuba, com o objetivo de mudar o sistema político da nação caribenha.

Entre os sites bloqueados mencionou o Diretório Democrático Cubano, o Centro Cubano para uma Cuba Livre ou o Grupo de Apoio à Dissidência, todos filiados a projetos subversivos contra Havana. Reconheceu que podia se entrar a sites de Organizações não Governamentais que se relacionam com os direitos humanos internacionais tais como o Observatório de Direitos Humanos e Anistia Internacional.

“Inclusive, pode ser descarregado todo o relatório HRW 2007 se você é paciente e espera vinte minutos”, precisou no relatório.

Também pode ser navegado sem restrição alguma no site da SINA, no Departamento de Estado, na Organização das Nações Unidas (ONU) e inclusive ler meios como The Washington Post e o The New York Times.

O artigo de CubaSi recordou que em março passado os tribunais cubanos condenaram ao cidadão estadunidense Alan Gross a 15 anos de prisão pelo delito de atos contra a independência ou a integridade territorial do Estado.

A condenação produziu-se depois de ser comprovado que Gross participou diretamente em um projeto subversivo dos Estados Unidos para tratar de destruir a Revolução com o emprego de sistemas de infocomunicações que fosse do controle das autoridades.